Produção

Poeta

Produzida através da combinação de arte e tecnologia,

Poesia segue as tradicionais técnicas artesanais dos produtores de Minas Gerais.

Edificações

Matéria Prima

Cana-de-açúcar

Uma das características de uma produção artesanal é que nela o produtor tem total controle de todo o processo produtivo, desde o cultivo da matéria prima até o engarrafamento do produto terminado. Desta maneira pode-se assegurar a qualidade de todo o processo.

Altitude

Um canavial forte e saudável, carinhosamente cortado sem a queima, é ingrediente indispensável para alcançar a excelência da cachaça artesanal mineira e a qualidade insuperável de Poesia.

Ela nasce a 1.500m de altitude na Crista da Serra da Mantiqueira. Este ambiente único garante aos apreciadores um produto de procedência nobre ao tornar Poesia um produto singular.

Na literatura sobre o cultivo da cana-de-açúcar nada se encontra sobre estudos que acompanharam o desenvolvimento da cultura canavieira em altitudes acima dos mil metros.

Sabe-se que a cana-de-açúcar é comumente adaptada a climas quentes. Sua maturação acontece durante o inverno, sob um regime de luz com menos horas de dia e uma temperatura média mais baixa. Para sobreviver ao inverno, a planta interrompe seu crescimento e acumula muito açucar e é neste período que as cortamos para estrair seu caldo.

Logo quando decidimos plantar a cana em Munhoz, em 2003, surgiu uma grande preocupação por parte dos agrônomos em relação às interpéries que a planta sofreria e às dúvidas quanto ao seu crescimento em um ambiente onde parece ter uma temperatura média de inverno durante todo o ano. A forte geada é uma ameaça que enfrentamos todos os anos. Para minimizar seus efeitos escolhemos dentro da fazenda as áreas de terra mais elevadas, onde a geada raramente chega e quando chega é mais amena. A escolha de mudas selecionadas mais adaptadas ao frio e ao tipo de terra local foi criterioza a fim de termos uma produtividade suficiente para a viabilidade do negócio.folhas de cana

É comum chegar até nós dúvidas de apreciadores de cachaça em relação ao tipo de cana plantada, por exemplo, se existe uma cana que faz uma melhor cachaça que a outra. Muitos já ouviram falar que a cana caiana é que faz a melhor cachaça, mas isso não é necessáriamente verdade... pode haver cachaça muito ruim proveniente de cana caiana como pode haver excelentes produtos advindos de outras qualidades da planta. O que pode-se afirmar com certeza é que a cana caiana é a mais comum aos ouvidos do público em geral e a mais popularmente divulgada.

O que é imprescindível em um canavial para que esse dê origem a uma cachaça de qualidade é sim sua adaptação ao local, sua saúde e consequentemente sua produtividade. Seu manuseio e sua transformação em cachaça dará continuidade ao que pode resultar em um produto de alta ou baixa qualidade.

Na terra da Poesia, toda cana é cortada a mão e sem a queima. É cortada a mão para que se possa separar com perfeição a ponteira da cana onde encontram-se resinas que podem agregar característica indesejáveis à bebida. A queima é inaceitável para quem procura produzir um produto com alguma qualidade. O furfurol aparece quando a matéria prima é submetida a altas temperaturas. Isso pode acontecer ou quando a cana é queimada para facilitar o corte, ou quando o alambique usa o fogo direto em sua destilação. Além de afetar a qualidade, o fogo é anti-ecológico e perigoso. É uma prática que transforma os nutrientes que poderiam voltar para a terra na forma de adubo orgânico em poluição atmosférica. Lamentável.

Água Mineral

A água utilizada na produção de Poesia é proveniente de uma mina d'água que se encontra protegida no coração da fazenda. Protegido por uma vasta área de Mata Atlântica nativa seu "olho d'água" fornece água mineiral de primeira qualidade que é conduzida diretamente para a produção por tubulações. O controle das cercanias da fonte é fundamental para que não ocorra contaminações acidentais provenientes de criações de gado ou atividade humana. Para garantir que a água esteja sempre fresquinha e própria para produzir uma excelente cachaça, amostras são mensalmente coletadas e enviadas para análises laboratoriais.

Sua utilização acontece no preparo do caldo de cana-de-açúcar para ser fermentado. O caldo é diluído em água para abaixar sua concentração de açúcar e assim favorecer as leveduras que irão transformá-lo em álcool.

 

Moagem

Após o corte, a cana-de-açúcar e encaminhada para a moagem no mesmo dia a fim de garantir que seja moida e levada para a fermentação antes de 24 horas. Este limite de tempo garante que não se tenha início uma fermentação sem controle e não assistida, o que poderia geral substâncias indesejáveis.

Antes da moagem a moenda e todo material em que a cana entra em contato é lavada e desinfetada para evitar a contaminação com bactérias.

Apesar de a cachaça não ser considerada um alimento pela ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, utilizamos aço inoxidável em todo o percurso que o precioso líquido percorre, desde sua moagem quando ainda é caldo de cana, até seu engarrafamento já na forma de Poesia. O aço inoxidável é o mais indicado na indústria alimentícia e como o caldo de cana é altamente perecível julgamos este ser o melhor material a ser usado.

A manutenção constante do maquinário nesta etapa é muito importante, tanto para a produtividade quanto para a qualidade. Para a boa produtividade mantemos tudo em seu ponto de maior eficiência, sempre utilizando os dados coletados de rendimento como referência. Assim evitamos o disperdício e aproveitamos melhor a energia utilizada na transformação. Para a qualidade é vital mantermos os produtos que mantém a máquina lubrificada longe da matéria prima, o caldo. A constante vigilância promovida por rotinas produtivas bem definidas garantem que tal mistura não ocorra, o que seria desatroso para a fermentação e a qualidade da bebida.

 

Fermentação

Cada etapa do processo produtivo conta com uma edificação independente e isolada das demais para assegurar a máxima assepsia da operação. A ausência de agentes contaminantes é um dos segredos do sabor requintado que faz de Poesia uma cachaça de corpo e alma.

É em um ambiente controlado onde ocorre a etapa mais decisiva no comprometimento com a qualidade. É na fermentação onde ocorre a transformação do açúcar em etanol.

Para que essa transformação seja a mais eficiente possível e que assim possa resultar em menos subprodutos indesejáveis, devemos tornar tudo que envolve o processo o mais favorável possível ao trabalho das leveduras (Saccharomyces cerevisiae) e o mais desfavorável possível para suas concorrentes, as bactérias.

A tranformação de açúcar em etanol é uma consequência natural do metabolismo de uma levedura saudável. A bactéria, sua principal concorrente, também se alimenta de açúcar porém seu metabolismo transforma este açúcar em Ácido Acético, o vinagre. Você já provou alguma bebida alcoólica com sabor ou aroma de vinagre? Se sim, pode ter certeza que na fermentação desta bebida houve contaminação por bactérias.

Tratamos a sala onde acontece a fermentação da Poesia como se fosse uma sala de cirurgia. Ela é totalmente isolada das demais ou do ambiente externo e nela entra apenas quem irá trabalhar no processo de fermentação e mais ninguém. Esta pessoa, para antrar, passa por uma ante-câmara onde substitui sua vestimenta por uma totalmente esterilizada a fim de não carregar contaminações do meio externo. Além disso, durante todo o processo, utilizasse procedimentos e técnicas de assepsia a fim de manter o nível de bactérias em seu mínimo.

Ao ser automaticamente transportado para o interior da sala de fermentação via gravidade, o caldo passa primeiramente por uma dupla peneiragem para retirar qualquer resíduo sólido que possa estar presente na cana-de-açúcar e que possa ter escapado dos cuidados durante o processo de moagem. Após ser peneirado, o caldo passa por um decantador onde serão retidos outros resíduos menores que os furos destas peneiras. Esses resíduos são normalmente o bagacilho de cana, (bagaço muito fino), que flutuam e impurezas sólidas, como poeira, que afundam por serem mais pesados que o caldo.

Ao chegar ao tanque onde o caldo se transforma em mosto ele está completamente limpo. O mosto nada mais é que o caldo de cana preparado para ser jogado ao fermento. Neste procedimento o caldo será pasteurizado em alta temperatura a fim de matar e neutralizar qualquer bactéria ou levedura selvagem que estejam presentes. Posteriormente o caldo que normalmente chega a 22 graus brix, grau que mede a concentração de açúcar, é diluido até que esta concentração chegue a 15 brix. Esta concentração é ideal para que o trabalho das leveduras seja eficiente e transforme todo o açúcar do mosto em etanol.

Levedura Selecionada

O caldo diluído e pasteurizado torna-se o mosto pronto ao ser resfriado a 38 graus Celsius. Nesta temperatura é jogado em um pé-de-cuba, fermento, previamente preparado com leveduras selecionadas. Mas porque leveduras selecionadas?

Em um trabalho minucioso feito em laboratório, especialistas separam aquelas cepas que produzem a melhor cachaça e que tem a melhor produtividade. Após definir a levedura mais adequada para a produção de uma aguardente de excelente qualidade ela é multiplicada aos bilhões e enviadas aos produtores. Utilizando a levedura selecionada temos a segurança de estarmos transformando nosso ingrediente bem preparado, o mosto, em um produto de altaqualidade, de maneira produtiva e o melhor, com um padrão, ou constância de aroma e sabor, o que não é possível fazer quando se utiliza a levedura selvagem ou o fermento caipira.

 


Produção


"O gole de uma boa pinga

É como um amor de verdade

Enche a vida de alegria

Faz do sonho realidade."


Zé Quincas

 

Destilação

A destilação feita em alambique de cobre martelado garante a separação perfeita da cachaça de coração, livre de substâncias tóxicas e perigosas ao corpoAlambique humano, além de serem também responsáveis pela ressaca. Essa separação não acontece nas cachaças industriais que são destiladas em processos continuos nas torres de destilação de álcool combustível.

Todo esse cuidado na fabricação da Cachaça Poesia resultou em uma bebida exclusiva, diferente de tudo que vc já experimentou. Uma sensação única entre outros prazeres que a vida oferece, como a leitura de um bom livro.

Homogeneização e engarrafamento

Poesia é uma cachaça pura, sem misturas ou disfarces palatativos, engarrafada como saiu do alambique após um breve descanso em madeira neutra. Padronizando e descansando em tonel de madeira neutra, de jequitibá, garantimos em Poesia o puro sabor da verdadeira cachaça artesanal. Seu surpreendente e delicado ardôr temperado ao doce aroma da cana-de-açúcar não sofre alterações no contato com a madeira.

Infelizmente, muitos produtores usam a madeira para disfarçar ou corrigir um produto mal feito. Acreditamos que o envelhecimento em madeira deve ser um processo de aperfeiçoamento e não de correção.

Todo produtor deveria apresentar a seu público sua cachaça recém destilada, mesmo tendo a cachaça envelhecida como seu produto principal. Desta maneira comprovaria que o destilado já nasce bom...

 

A Terra da Poesia fica a apenas 140km da capital paulista. Esta situada no coração do Refúgio Ecológico Crista da Mantiqueira, um destino turístico que você não pode deixar de visitar e passar momentos inesquecíveis entre rios, cachoeiras e cavernas.

Venha conhecer nossa produção de perto!

 

"A doce ardência da cachaça Aquece o peito, o coração

Ilumina os nossos olhos Cada gesto, a voz, o chão.

O frugal sabor da caninha Dá prazer, prosa, enternece

O encontro, a noite e o verso Todo dia que amanhece"

Zé Quincas


 

Poesia é Gran Ouro

Eleita a melhor cachaça no Concurso Mundial de Bruxelas 2009

Livro especial

Adquira a edição limitada especial com 1 garrafa e 2 lindos copinhos.

Poesia 700ml

A tradicional garrafa de Poesia para brindar com amigos.